Apresentação

 

Programa de Pós-Graduação em Botânica

 

Reconhecido pelo MEC/CAPES, o Programa de Pós-graduação (PPG) da Escola Nacional de Botânica Tropical (ENBT) tem como objetivo principal formar pessoal para compor quadros em órgãos públicos e privados, voltados para o ensino, pesquisa e políticas públicas, com vistas ao conhecimento e conservação da diversidade vegetal. Alcançar tal objetivo exige atuação em diferentes áreas de conhecimento e abordagens integradoras e inovadoras aliadas à capacidade de propor metodologias e implementar processos efetivos para a conservação da biodiversidade brasileira.

O corpo docente é composto por doutores dedicados à pesquisa, ao ensino de pós-graduação e a orientação de jovens cientistas. O quadro atual é de 22 docentes, formados principalmente por pesquisadores do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ). Desde março de 2003 até o início de 2013, foram concluídas na ENBT, 108 dissertações de mestrado e 35 teses de doutorado. As áreas de concentração do Programa estão voltadas para o conhecimento da Diversidade Vegetal e Ecologia de Ecossistemas Neotropicais.



Objetivos

O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) procura aliar a pesquisa e o ensino à sua aplicação direta na tomada de decisão no âmbito do Ministério do Meio Ambiente, órgão ao qual é subordinado como uma autarquia. Detêm duas funções de Estado, designadas pelo MMA: a atribuição de registro e categorização dos Jardins Botânicos Brasileiros, mantendo assim a Secretaria Nacional de Jardins Botânicos, desde a criação do Sistema Nacional de JBs e, a partir de 2008 e a coordenação da lista de espécies ameaçadas de extinção da flora, quando foi estabelecido o Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora). A missão primordial deste Centro é de coordenar os esforços de pesquisa em conservação e manejo de espécies ameaçadas da flora brasileira. Um importante passo para o cumprimento desta última atribuição foi a publicação da versão online da Lista de Espécies da Flora e dos Fungos do Brasil e a publicação online e impressa do Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil (Forzza et al. 2010). Ao elaborar a Lista, contendo 43.344 espécies válidas (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/listaBrasil/ConsultaPublicaUC/ConsultaPublicaUC.do), o Brasil cumpriu uma das metas estabelecidas pela Estratégia Global para a Conservação de Plantas (GSPC) e firmada pelo Governo Brasileiro. A divulgação da lista foi o ponto inicial para uma série de atividades, desde então desenvolvidas, unindo ciência e sociedade, com qualidade e acurácia, referendada por informações científicas de taxonomistas e coleções biológicas, depositárias de exemplares que documentam as informações. Tais atividades, ampliadas pela capacitação de mestres e de doutores no Programa de Pós-Graduação em Botânica, vem dando destaque ao JBRJ como instituição de pesquisa, no cumprimento de sua missão institucional, e nos compromissos assumidos pelo Brasil, junto à comunidade internacional, como país signatário da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), especialmente no que tange a conservação da flora do Brasil. CNCFlora é uma iniciativa do JBRJ e do PROBIO II, com recursos do GEF - Global Environment Funds, possui a importante missão de coordenar os esforços de pesquisa em conservação e manejo de espécies ameaçadas da flora brasileira. Realiza inventários e levantamentos sobre a biodiversidade de plantas em áreas prioritárias para conservação nos diversos biomas brasileiros, buscando contribuir para o conhecimento e a documentação a respeito da flora.
A Escola Nacional de Botânica Tropical, criada em 2001, como instância formal de ensino do JBRJ e o seu alinhamento com a Diretoria de Pesquisas e a Diretoria de Ambiente e Tecnologia do JBRJ, tornou-se um elo na indução institucional no sentido da integração das linhas de pesquisa em desenvolvimento pelos alunos e docentes da ENBT em relação aos programas e metas institucionais. Este modelo enriquece o PPG e traz destaque à Instituição na geração de conhecimento. 
Neste triênio (2010-12), algumas conquistas podem ser mencionadas como sinalizadoras da evolução institucional e do PPG: a revista Rodriguésia passou a integrar o portal Scielo, da Scopus e COPE mostrando assim a alta qualidade alcançada por este periódico institucional que publica quatro volumes por ano. O JBRJ passou a integrar o Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE/Capes). Neste triênio, três pedidos de doutorandos foram aprovados e eles foram para a Espanha, para os Estados Unidos da América e para a Austrália.
O PPG concorreu e conquistou apoio do Programa Pro Equipamentos da Capes e com este apoio adquiriu equipamentos para uso comum instalados nos laboratórios de: Biologia Molecular, Análise de Sementes e de Botânica Estrutural e Herbário. O aporte de recursos de diferentes projetos e programas aos quais os docentes concorreram em busca de apoio em forma de bolsas e recursos para realização de suas pesquisas, entre os quais tem destaque Edital Universal do CNPq, Edital Prioridade Rio da Faperj, Cientistas do Nosso Estado da Faperj, PROBIO Mata Atlântica, entre outros, nos quais a maior parte dos docentes logrou aprovar projetos. 
Além disso, foi de fundamental importância para o fortalecimento do Programa de Pós Graduação, o recurso financeiro do orçamento do JBRJ que foi disponibilizado para o pagamento de bolsas para o PPG, através de um Acordo entre o JBRJ e a CAPES em 2009 e que vem sendo mantido até hoje. Este acordo permite o repasse anual de recursos de cerca de quinhentos mil reais para a CAPES operacionalizar o pagamento de bolsas de Mestrado e de Doutorado, complementando as bolsas de Demanda Social da Capes e de Cotas do PPG do CNPq. Essas ações indicam o amadurecimento da ENBT, que em 2011, comemorou 10 anos de criação, como uma das diretorias do JBRJ e a consolidação do PPG em Botânica do JBRJ criado em 2003.

Integração com a graduação e ensino médio

O JBRJ não possui cursos de graduação, porém tem destaque neste campo a manutenção do Programa de Iniciação Científica do CNPq, que completou 20 anos. O JBRJ contou em 2012 com uma cota de 28 bolsas. Além destas, outras bolsas foram conquistadas pelos pesquisadores e tecnologistas da instituição, ou individualmente ou em conjunto, em diferentes editais de órgãos de fomento. Além disso, pesquisadores e tecnologistas colaboram em universidades ministrando aulas e palestras em disciplinas de graduação e orientando monografias de conclusão de cursos. Os docentes do PPG, sistematicamente, têm ministrado palestras e mini-cursos em eventos científicos voltados prioritariamente a alunos de graduação (tais como semanas acadêmicas em diferentes universidades, na Jornada Fluminense de Botânica, da Sociedade Botânica do Brasil e em congressos nacionais e internacionais), desta maneira, os docentes vem colaborando na formação de alunos e promovendo a difusão das pesquisas realizadas no JBRJ.  Desde a sua criação, a ENBT vem mantendo mensalmente, os Seminários Técnicos Científicos do JBRJ, no qual sínteses de conhecimentos em linhas de pesquisas, bem como os resultados obtidos em projetos específicos, são apresentados por pesquisadores de diferentes instituições, sendo os alunos de graduação e de pós-graduação e os docentes do PPG o principal público alvo. Estes além de propiciarem momentos de reflexão e debate ocasionam a interação entre os alunos e os pesquisadores.
Em sintonia com a Missão da Capes de contribuir para a formação de recursos humanos e a integração de instituições de pós-graduação com instituições de ensino médio o JBRJ foi agraciado com 10 bolsas através do edital do CNPq PIBIC Jr/2012 que serão implantadas a partir de 2013, em parceria com o Colégio Pedro II.

Estágio docencia

A ENBT mantém acordos com diversas universidades, como na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ), onde os alunos do PPG/JBRJ realizam Estágio Docência em seus cursos de graduação. O estágio envolve a participação efetiva do aluno nas atividades de docência de graduação e tem recebido avaliação positiva, tanto dos docentes das instituições de ensino, como dos alunos de graduação. Além das atividades de estágio em docência, os alunos ministraram aulas, como convidados em disciplinas de graduação e de pós-graduação, e participam de bancas de monografia.

Herbário

 

O Herbário RB foi fundado em 1890 pelo então diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, João Barbosa Rodrigues. Sua coleção abrange fungos e plantas, com cerca de 600.000 amostras, incluindo as Coleções Históricas adquiridas no século passado por D.Pedro II, Imperador do Brasil. O Herbário mantém intercâmbio nacional e internacional com instituições congêneres, por intermédio de seu acervo científico. Seu acervo é constantemente aumentado através de coleta dos pesquisadores do JBRJ que em grande parte são docentes da ENBT. Os alunos  da ENBT utilizam das facilidades proporcionadas pelo herbário através dos intercâmbios por ele mantidos assim como também depositam suas coletas incrementando o acervo. Atualmente, todo o acervo esta mantido em armários compactados em ambiente com temperatura e umidade controladas.

Laboratórios

 

Além do espaço para os alunos na ENBT, os alunos tem acesso à Rede Laboratorial da Diretoria de Pesquisas e ao acervo científico, locais onde se processa a dinâmica da atividade científica do JBRJ. Instalada em um prédio inaugurado em 2002, as acomodações da rede laboratorial permitem maior dinâmica e integração entre diferentes linhas de pesquisas desenvolvidas na instituição. Inclui os Laboratórios de Botânica Estrutural, de Sementes, de Cultivo de Algas, de Biologia Molecular de Plantas, de Micologia, de Bioquímica de Plantas, de Informática e de Morfologia e Sistemática. Existem espaços reservados para os alunos, como salas para estudo e uma sala multiuso, com armários, lupas, mesas, bancadas e quadro. Este espaço também é utilizado para aulas práticas. O prédio onde a maioria dos pesquisadores tem suas salas ("Prédio da Sistemática" - contígua ao prédio da Rede Laboratorial) recentemente foi reformado e a modernização desta instalação propiciou melhores condições de trabalho aos docentes do PPG e seus alunos.
O Laboratório de Botânica Estrutural (LBE) propicia pesquisas de anatomia e ultraestrutura de espécies nativas, através de estudos taxonômicos, ecológicos e de enfoque no potencial econômico. O LBE conta com um microscópio eletrônico de varredura, modelo Zeiss EVO 40, adquirido com auxílio da FAPERJ há quatro anos e um microscópio confocal a laser Leica TSC SPE com lasers 405, 488, 532 e 635 nm e varredura espectral, adquirido com auxilio FINEP em 2012. Conta também com 3 micrótomos rotativos, 3 micrótomos de deslize, 1 ultramicrótomo, 1 microscópio de fluorescência e contraste de fase, com câmara de vídeo de alta definição acoplado a computador, 1 microscópio com câmara de vídeo acoplado a computador, 1 microscópio de luz polarizada, 1 microscópio equipado para fotomicrografia, 4 microscópios de campo claro, sendo 2 com câmara clara, 2 microscópios estereoscópicos com câmara de vídeo acoplado a computador adquiridos com recursos Pró-equipamentos Capes, 2 afiadores de navalhas, 1 metalizador de amostras para microscopia eletrônica de varredura, 1 aparelho de ponto crítico, 3 estufas histológicas, 1 balança de precisão, 1 pHmetro e 1 autoclave.
O Laboratório de Sementes (LS) tem capacidade técnica e instrumental para o desenvolvimento de pesquisas nas linhas de conservação de sementes, ecofisiologia de sementes, morfologia de sementes e plântulas e análise de crescimento vegetal. Está equipado com câmaras de armazenamento (10 e -20º C), adquiridas com recursos Pro Equipamentos Capes, mesa termo-gradiente para ensaios ecofisiológicos, sensores de análise do solo (adquiridos com recursos FINEP), tanques de crioconservação (-196º C), sala de secagem de sementes (20º C; 20% U.R. ar), câmaras de germinação, balanças de precisão e estufas. O LS é responsável também pela atividade de rotina de colheita, beneficiamento e conservação de sementes de espécies nativas e exóticas, mantendo um banco de sementes que conta atualmente com 100 acessos.
O Laboratório de Cultivo de Algas (LCA) permite o desenvolvimento de experimentos com algas marinhas em condições controladas de luz, fotoperíodo, temperatura e nutrientes. As atividades em desenvolvimento atendem a projetos relacionados, principalmente, a espécies produtoras de ficocolóides, produtoras de metabólitos secundários com atividades biológicas e formadoras de estruturas recifais calcárias. Com a estrutura atual é possível o desenvolvimento de experimentos de pequeno e médio porte, incluindo aqueles com volume de água do mar de até 400 litros. A estrutura do laboratório inclui vidraria, bombas e caixas de água para o armazenamento de até 1.000 litros e instrumentos como salinômetros, pH-metros, sistema de filtragem, microondas, balanças analíticas, medidores de intensidade luminosa, autoclave vertical 137 L, capela de fluxo laminar VECO, câmaras de germinação com fotoperíodo, câmeras de vídeo full-HD, Câmeras de fotografia full-HD, estações de processamento de imagens i7 3.4GHz, 16 GB RAM, computadores de mergulho, sensores HOBO de luminosidade e temperatura, caixa estanque Light Motion para filmagem submarina, estufas e reagentes necessários para preparação de meios de cultura.
O Laboratório de Biologia Molecular de Plantas (LBMP) dispõe de instrumental para estudos sobre diversidade genética, taxonomia e filogenia molecular, genética de populações e desenvolvimento vegetal. Está equipado com banho-maria, botijão criobiológico (capacidade 10 e 34L), duas chapas aquecedoras com agitação, espectrofotômetro Merck, fonte de eletroforese, dois freezeres (-80oC), geladeira twin sistem 480, máquina de gelo, duas microcentrífugas refrigeradas Eppeendorf 5417 e Eppendorf 5424, centrífuga refrigerada 5810R Eppendorf, microondas, pHmetro, sistema fotográfico, doc-print Viber-Loumat, vortex, autoclave, balança, câmara de fluxo laminar, estufas de secagem, freezeres, geladeira, quatro máquinas de PCR Eppendorf, spin, sistema MilliQ de filtragem de água, três sistemas de eletroforese de DNA – MUPID, transiluminador, ultrassom, sequenciador automático de DNA ABI 3500 XL, termocicladores com gradiente de temperatura, espectrofotômetro Nanodrop para quantificação de ácidos nucléicos, mixer Mill (macerador de amostras), disruptor celular FastPrep, ultrafreezer -80oC.
O Laboratório de Micologia foi montado em 2009 e oferece condições para o cultivo de fungos e pesquisa básica sobre fungos em um espaço com bancadas e pias e uma sala quente anexa para esterilização e lavagem de materiais. Sua infraestrutura conta com 3 câmaras climatizadas (BOD) 370L, geladeira duplex 450L, liofilizador LT1000 Terroni, microscópio Axioskope 40 Zeiss e microscópio estereoscópico Stemi 2000C Zeiss acoplados a câmera digital e computador, estereomicroscópio Leica S6E,  autoclave vertical Eletrolab, capela de fluxo laminar vertical de bancada Quimis modelo Q216F20, destilador Eletrolab, estufa de secagem e esterilização Eletrolab, câmara de lavagem por alta temperatura e ultrassom com 20L da capacidade.
O Laboratório de Morfologia e Sistemática conta com 42 microscópios estereoscópicos distribuídos nos gabinetes de pesquisa dos pesquisadores, no herbário e em instalações comuns, utilizadas para preparo do material a ser observado e para descrição e documentação dos resultados.
O Laboratório de Bioquímica de Plantas foi estruturado a partir de 2010 visando consolidar novas linhas de pesquisa institucionais com foco na prospecção de produtos naturais. Através de editais da FAPERJ, foram adquiridos equipamentos como sistema de cromatografia de alta performance (HPLC), reômetro, texturômetro, banhos maria, balanças digitais, estufas, câmaras germinadoras, centrifugas, detectores de absorção UV-VIS para HPLC, detector de fluorescência 200-650nm para HPLC, coletor de frações automático para HPLC, sistemas de cromatografia líquida de baixa pressão Gilson, centrífuga refrigerada Eppendorf, liofilizador com capacidade de liofilização de 2,4 L de gelo/dia, espectrofotômetro UV-VIS digital com análise de absorção de 190-900nm varredura, evaporador rotativo FISATOM, câmara germinadoras, centrifugas entre outros equipamentos.

Biblioteca

A biblioteca Barbosa Rodrigues, especializada em Botânica e ciências afins, teve sua origem a partir de obras de D. Pedro II, doadas pela Família Imperial a João Barbosa Rodrigues, quando diretor do Jardim Botânico. O imóvel onde o acervo está localizado integra o acervo arquitetônico de valor histórico-cultural deste Instituto, tombado em 1937 pelo IPHAN. A biblioteca mantém a atualização do acervo por meio de aquisição através de compra, doação e por de jornais e outros materiais especiais, acumulando aproximadamente cinquenta mil volumes dos quais mais de quatro mil são obras raras, principalmente dos séculos XVI ao XIX. O Setor de Periódicos tem cerca de 1.600 títulos de periódicos entre os quais alguns depositados no Brasil apenas no JBRJ: Curtis's Botanical Magazine, Paxton Magazine of Botany, Hookers Icones Plantarum, Botanical Register, Illustrierte Garten Zeitung, Revue Horticole. Entre os manuscritos originais, destacam-se os manuscritos de Lund, sobre a Lagoa Santa; uma obra em cinco volumes com desenhos originais, de Barbosa Rodrigues, que no fim do século XX foi publicada: "Iconographie des orchidées du Brésil"; relatórios de viagens à Amazônia e ao Nordeste do Brasil de autoria de A. Ducke permutas das publicações editadas. Colabora com o Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CCN/IBICT). Faz parte do Programa de Comutação Bibliográfica (COMUT) e tem acesso ao Portal de Periódicos da Capes. Seu acervo é composto de livros, periódicos, folhetos, teses, recortes. A biblioteca setorial, localizada próxima ao herbário, é um ponto de apoio aos estudantes e docentes do PPG.
As ações desenvolvidas pela Biblioteca buscam preservar fontes relevantes da memória documental da área de Botânica de modo a subsidiar e estimular pesquisas em Botânica e em História da Ciência e, particularmente, em História da Botânica, buscando assim a maior valorização da mega-diversidade vegetal brasileira. A execução destas ações também terá reflexos diretos na formação de recursos humanos, uma vez que o PPG/JBRJ contempla o conhecimento histórico como elemento importante da pesquisa em Botânica, refletindo a vocação natural de uma instituição científica bicentenária.

Recursos de informática

A Rede de Computadores do Jardim Botânico interliga, através de cabos de fibra ótica, vinte e um prédios da Instituição, com aproximadamente seicentos computadores distribuídos entre cinco diretorias (Escola Nacional de Botânica Tropical, Diretoria de Pesquisas, Diretoria de Ambiente e Tecnologia, Museu do Meio Ambiente e Diretoria de Gestão). Possui três servidores de arquivos (um Novell, um servidor SAMBA, um Windows 2008); possui link de 30 Mb/s com internet para uso geral e link de 4Mb/s com a Rede Nacional de Pesquisas para uso de correio eletrônico e acesso ao portal CAPES; possui intranet em MYSQL e Bancos de Dados Científicos em PostgreSQL. Todo conjunto serve aos processos administrativos e à produção científica da Instituição. Os alunos do programa têm conta de e-mail institucional, dispõem de uma sala de informática, além de estarem cadastrados para acesso à rede interna de computadores da instituição e bases de dados científicas. A rede interna permite aos alunos o uso de computadores pessoais mediante permissão junto à Coordenação de Tecnologias da Informação e da Comunicação - CTIC. Dentre os serviços oferecidos destacamos o acesso ao Portal de Periódicos da Capes e aos bancos de dados científicos, que totalizam atualmente cerca de 600.000 registros de espécimes, utilizando o sistema JABOT, desenvolvido pelo JBRJ - Essas bases de dados incluem as coleções vivas, o herbário e as coleções correlatas (carpoteca, xiloteca etc.) -. Há também, para uso dos alunos e de visitantes externos, a base de dados bibliográficas pelo Sistema ABCD na Biblioteca Barbosa Rodrigues.

Intercâmbios institucionais

O JBRJ mantém intercâmbio constante com os Jardins Botânicos de maior expressão no mundo, especialmente com o New York Botanical Garden e Missouri Botanical Garden, nos Estados Unidos da América; Royal Botanic Garden e Kew, na Inglaterra e o Muséum National d’Histoire Naturelle, em Paris. Em 2011, iniciou um programa envolvendo as duas últimas instituições, denominado Plantas do Brasil: Resgate Histórico e Herbário Virtual para o Conhecimento e Conservação da Flora Brasileira – REFLORA, coordenado pelo CNPq. A centralização científica dos dados do programa no Brasil está sob a responsabilidade do JBRJ até 2014. O programa tem como objetivo a construção de um herbário virtual de acesso público, abrangendo amostras coletadas no território brasileiro, nos séculos 18, 19 e 20, que estão depositadas nos herbários Royal Botanic Gardens, Kew, Muséum National d’Histoire Naturelle de Paris e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Além das três instituições, o CNPq abriu edital especifico para a chamada de pesquisadores individuais a participar do programa, que conta também com recursos financeiros das empresas Natura e Vale do Rio do Rio Doce.
Com os jardins botânicos brasileiros, o intercâmbio é estreito e enriquecido com as atividades proporcionadas pela Rede Brasileira de Jardins Botânicos, principalmente na execução de cursos e outras atividades de integração e capacitação de pessoal para as atividades em Jardins Botânicos. O JBRJ, além de manter a Secretaria Nacional de Jardins Botânicos, mantém uma rubrica específica, orçamentária, para apoio aos Jardins Botânicos, especialmente através da orientação de procedimentos voltados para o cumprimento de metas de conservação de plantas em coleções ex situ.  Mantém intenso e profícuo intercâmbio com herbários através da permuta e empréstimo de material botânico das coleções científicas, visitas técnicas e colaborações científicas. A partir de 2010, com o projeto Casadinho/Procad, Rede em epífitas de Mata Atlântica: sistemática, ecologia e conservação vem sendo aprimorado o capital humano e desenvolvidos projetos de pesquisa abrangentes em torno da caracterização de espécies epífitas de Mata Atlântica, em quatro Programas de Pós-Graduação. Em 2011, com apoio do INCT Herbário Virtual da Flora e dos Fungos do Brasil, foram intensificadas as visitas de especialistas nacionais e estrangeiros, especialmente para identificação de espécimes depositados no herbário. Através do edital do MCT/CNPq/MEC/CAPES - Ação Transversal nº 06/2011 - Casadinho/Procad, foram fortalecidas as linhas de pesquisa em Biodiversidade, Bioquímica e Biologia Molecular de Algas em nosso PPG.
Pesquisadores do JBRJ mantem colaborações em projetos e publicações científicas com pesquisadores de diversas universidades e institutos de pesquisa nacionais e internacionais (IBGE, UFJF, UFMG, UNICAMP, USP, IBt-SP, UNESP, UFES, UFSC, UFPR, UFRGS, UNB, UFBA, UEFS, UFPE, UFAC, UFAM e Museu Emílio Goeldi, Botanical Researf Institute of Texas, Universidad Nacional de Colombia; Universidade de Estolcomo, Universidade de Göttingen, Universidade Nacional de Córdoba, Royal Botanic Gardens, Kew, Montana State University, University of Pittsburg, University of Sunshine Coast, entre outras) e empresas privadas como a Acadian Seaplants Limited. Estas colaborações englobam todas as linhas de pesquisa do programa e envolvem tanto os docentes como os alunos do PPG. Com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), o JBRJ mantém convênios ativos, que possibilitam a participação de seu corpo de pesquisadores em cursos de pós-graduação e o desenvolvimento de projetos de pesquisa em conjunto.
Desde seu início, o PPG tem trazido professores convidados de instituições nacionais e estrangeiras para ministrarem disciplinas. Neste triênio, o PPG contou com a participação de professores do exterior: Dr. Martin Embley da Universidade de Newcastle, Inglaterra; Dr. Gabriel Bernadello, da Universidade de Córdoba, Argentina; Dr. Joaquim Hortal, do CSIC, Espanha; Dr. Stuart Pimm da Universidade de Duke, EUA; Symon Mayo do Herbário de Kew, Inglaterra e Dr. Benjamin Oellgarrd da Universidade de Aarhus, Dinamarca. Ministraram disciplinas os docentes brasileiros: Dr. Igor Aurélio da Silva, da Universidade Estadual de Campinas; Dr. Tarciso S. Filgueiras, do Instituto de Botânica de São Paulo; Dra. Marina Lúcia Lorini, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Dr. Valério Pillar, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Dr. Milton Cezar Ribeiro, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e Dr. Jefferson Prado, do Instituto de Botânica de São Paulo. A permanência destes professores na instituição propiciou elevada troca de experiência e de conhecimento entre os docentes e os discentes.

 


 

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